Política de Privacidade

Versão 2.2 (minuta para revisão jurídica) · Última atualização: 24 de agosto de 2026

Conteúdo
  1. Quem somos
  2. Controlador e Operador
  3. Definições
  4. Dados que coletamos
  5. Finalidades
  6. Bases legais
  7. IA e decisões automatizadas
  8. Suboperadores
  9. Transferência internacional
  10. Direitos do titular
  11. Retenção
  12. Segurança
  13. Encarregado (DPO)

Esta Política descreve como a Mazacode LTDA, inscrita no CNPJ sob o nº 45.655.559/0001-98, operadora da plataforma MedFollowUp ("Plataforma", "nós"), trata dados pessoais, em conformidade com a Lei nº 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), com o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) e com o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), no que aplicável.

A MedFollowUp é uma plataforma de secretária de inteligência artificial, CRM e atendimento por WhatsApp para clínicas e consultórios no Brasil. Vendemos software a estabelecimentos de saúde; não prestamos serviços médicos a pacientes.

1. Quem somos e o objetivo desta Política

Operamos a Plataforma com sede em Florianópolis/SC, Brasil. As clínicas acessam a Plataforma em app.medfollowup.com; o site institucional fica em medfollowup.com. Esta Política cobre dois fluxos de dados distintos, com papéis diferentes sob a LGPD. Leia a Seção 2, que determina quem é responsável por cada decisão sobre os seus dados.

2. Papéis sob a LGPD: Controlador e Operador

A LGPD distingue o Controlador (quem decide o tratamento, conforme Art. 5º, VI) do Operador (quem trata os dados em nome do Controlador, conforme Art. 5º, VII). Na MedFollowUp esses papéis variam:

SituaçãoTitularesPapel da MedFollowUpPapel da clínica
Dados da equipe da clínica e dados cadastrais/de pagamentoSócios, gestores, médicos, recepcionistasCONTROLADORATitular / parte contratante
Dados dos pacientes (incl. dados sensíveis de saúde)Pacientes atendidos pela clínicaOPERADORACONTROLADORA

Na prática: em relação aos dados de pacientes, a clínica é a Controladora e define finalidades e limites; a MedFollowUp atua como Operadora, tratando esses dados apenas para executar o serviço, conforme o DPA. Pedidos de pacientes são dirigidos primeiro à clínica, e nós a auxiliamos.

3. Definições (LGPD, Art. 5º)

4. Dados que coletamos

4.1. Dados da equipe da clínica e do cliente (somos Controladores)

4.2. Dados de pacientes (somos Operadores; a clínica é Controladora)

Não buscamos coletar de pacientes dados sensíveis além do necessário ao agendamento e relacionamento clínico-administrativo. A IA não solicita diagnósticos nem dados sensíveis adicionais.

Crianças e adolescentes. Quando a clínica atender menor, deverá documentar a hipótese legal, observar seu melhor interesse, prestar informação adequada à idade e verificar o responsável quando necessário. Adotamos minimização, privacidade reforçada e bloqueio da IA para menor sem responsável verificado, com encaminhamento humano. O contato do responsável não autoriza marketing ou outra finalidade incompatível.

5. Para que usamos os dados (finalidades)

6. Bases legais (LGPD, Arts. 7º e 11)

6.1. Dados da equipe/cliente (não sensíveis)

FinalidadeBase legal (Art. 7º)
Prestar e administrar o serviçoExecução de contrato (V)
Cobrança, NFS-e, escrituraçãoObrigação legal (II) + execução de contrato
Segurança, prevenção a fraude, melhoriaLegítimo interesse (IX), com salvaguardas
Marketing do próprio MedFollowUpConsentimento (I) ou legítimo interesse, com opt-out

6.2. Dados sensíveis de saúde (tratamento como Operadora)

Como Operadora, seguimos a base dos Arts. 7º e 11 da LGPD escolhida e documentada pela clínica. A tutela da saúde não deve ser aplicada automaticamente a marketing, campanhas ou reativação. O opt-in exigido pelo WhatsApp deve ser respeitado, mas não substitui, sozinho, a análise da base legal de cada finalidade.

O perfilamento de conversas por IA para identificar oportunidade comercial fica desligado por padrão e não é liberado pelo aceite geral de IA. Sua eventual ativação exige instrução documentada da clínica, avaliação específica de finalidade, necessidade, base legal, transparência e oposição pelo DPO/jurídico, além de aprovação separada registrada na Plataforma.

7. Inteligência artificial e decisões automatizadas

A Plataforma usa IA para redigir respostas administrativas, classificar a intenção da mensagem e conduzir fluxos de agendamento. Modelos probabilísticos podem produzir saída incorreta, inventada ou inesperada. A clínica fornece e aprova a configuração e deve supervisionar as conversas. A IA:

O atendimento automatizado deve identificar-se como assistente virtual e permitir encaminhamento humano. Informações sobre profissional, CRM/RQE, especialidade, preço, convênio, disponibilidade, endereço, horário ou política devem vir de fonte aprovada pela clínica; ausência, ambiguidade ou conflito exige esclarecimento ou revisão humana, não preenchimento por inferência.

Antes de responder pacientes, a IA exige aceite de go-live, testes e referência da configuração. Estruturação de dado clínico, leitura de foto de medicamento, alerta clínico ou conteúdo de saúde exige aprovação adicional e avaliação de risco; sem esses registros, o processamento permanece tecnicamente bloqueado.

Para prevenir, detectar e investigar saída inadequada, podemos tratar a conversa afetada, configuração, versão do modelo, horário, encaminhamento, feedback e logs técnicos, no mínimo necessário, com acesso restrito e conforme as instruções da clínica e o DPA.

O titular pode solicitar revisão humana de decisões automatizadas (Art. 20) pelos canais da Seção 14.

8. Compartilhamento e suboperadores

Compartilhamos dados com suboperadores selecionados, sob contrato e instruções de tratamento:

SuboperadorFinalidadeLocalObservação
Meta Platforms (WhatsApp Business Cloud API) e, quando contratado, 360dialog ou outro BSPTransporte das mensagens e conexão do númeroConforme entidades/regiões contratadasCanal/BSP de terceiro
Provedores de IA/LLM aprovados: OpenAI, Anthropic ou Google/Gemini; outro provedor somente após validaçãoGeração de respostas administrativas e classificaçãoConforme entidade e região contratadasUso condicionado ao DPA e à validação da transferência, quando aplicável
OpenAI WhisperTranscrição de áudios/notas de voz (quando usado)EUA
Stripe e/ou Asaas, conforme contratação ativaProcessamento de pagamentosConforme provedor contratadoNão armazenamos número completo de cartão
ResendEnvio de e-mails transacionaisEUA
CloudflareCDN/edge/DNS e hospedagem do site institucional (Cloudflare Pages)GlobalSite institucional
Hospedagem da aplicação + banco PostgreSQLInfraestrutura e armazenamento dos dados da PlataformaRegião contratada, informada no DPA/Ordem de ServiçoAcesso restrito + TLS

Também podemos compartilhar: com autoridades (lei/ordem judicial); em reorganização societária; com consultores sob sigilo. Não vendemos dados pessoais nem os usamos para publicidade de terceiros.

Esses fornecedores podem registrar metadados e processar conteúdo conforme o serviço contratado, sofrer indisponibilidade ou alterar políticas. A qualificação de cada agente depende do fluxo real e consta do DPA, da Ordem de Serviço e da matriz de transferências aplicável.

9. Transferência internacional (LGPD, Art. 33)

Alguns fornecedores podem tratar dados fora do Brasil. Antes de cada transferência, devem ser identificados exportador, importador, países, dados, finalidade e um mecanismo válido do Art. 33 da LGPD. Quando forem usadas as cláusulas-padrão brasileiras, elas devem integrar o instrumento com o texto integral e inalterado da Resolução CD/ANPD nº 19/2024.

Bloqueio por conformidade. Contrato comercial, DPA genérico, escolha de provedor ou consentimento amplo não substituem o mecanismo de transferência. Provedor sem mecanismo validado não deve receber dados pessoais de pacientes.

10. Direitos do titular (LGPD, Art. 18)

Você pode exercer: confirmação e acesso; correção; anonimização, bloqueio ou eliminação; portabilidade; eliminação dos dados tratados com consentimento; informação sobre compartilhamento; revogação do consentimento; e revisão de decisões automatizadas (Art. 20).

Como exercer: use o Portal do Titular ou escreva ao Encarregado (Seção 14). O Portal registra a solicitação e fornece uma referência. Os dados do formulário são criptografados e o histórico de providências tem acesso restrito. Não envie laudo, prontuário, senha ou documento de identidade sem orientação. Para dados de paciente, a clínica (Controladora) é o ponto primário; nós, como Operadores, auxiliamos. Poderemos solicitar informações proporcionais para confirmar sua identidade.

11. Retenção e eliminação

Após o prazo, os dados são eliminados ou anonimizados de forma segura.

Ficha, conversa e histórico operacional do produto padrão são auxiliares e não substituem prontuário oficial. A Lei nº 13.787/2018 prevê prazo mínimo de 20 anos a partir do último registro para eliminação do prontuário; esse prazo não se aplica automaticamente a todo dado operacional, que segue classificação e instrução da clínica.

12. Segurança da informação (Arts. 46–49)

Compromisso de precisão. Nenhum sistema é infalível. Não declaramos certificação ou controle que não esteja efetivamente operacional e revisamos esta seção quando a arquitetura muda.

Como Operadora, avisaremos a clínica sem demora injustificada sobre incidente confirmado que afete seus dados. Como Controladora, se houver risco ou dano relevante, comunicaremos a ANPD e os titulares em 3 dias úteis, conforme a Resolução CD/ANPD nº 15/2024.

Incidentes de segurança com dados pessoais sob nossa responsabilidade, comunicados ou não, são registrados com acesso restrito por pelo menos 5 anos. Resposta insegura da IA é registrada como evento operacional e avaliada para determinar se também constitui incidente de segurança.

13. Tratamento como Operadora: DPA

O tratamento de dados de pacientes em nome da clínica é regido pelo Acordo de Tratamento de Dados Pessoais (DPA), que integra o contrato e detalha obrigações, suboperadores, transferência internacional, incidentes e devolução/eliminação.

14. Encarregado (DPO), ANPD e contato

Por minimização e segurança, não publicamos CPF, documento de identidade, endereço residencial ou assinatura do Encarregado. Se algum desses dados for necessário para formalização, ficará restrito ao contrato ou instrumento privado de assinatura, com acesso controlado.

15. Cookies, alterações e foro

Usamos cookies essenciais e de preferência; cookies não essenciais somente serão ativados com mecanismo adequado. Veja a Política de Cookies. Aplicam-se as leis brasileiras e fica eleito o Foro da Comarca de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, ressalvadas competência absoluta e o foro assegurado por lei ao consumidor ou titular.

MedFollowUp é um produto da Mazacode LTDA.